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Case (modelo): como reduzir perdas no transporte ajustando embalagem + processo

04 Fev 20265 min de leituraEquipe Técnica Tecplass
Capa do artigo: Case (modelo): como reduzir perdas no transporte ajustando embalagem + processo

> Nota importante: este é um case modelo/anônimo (sem citar empresa/valores confidenciais). Os números abaixo são exemplos plausíveis para ilustrar método. O objetivo é você sair com um roteiro replicável.

Resumo executivo (1 minuto)

Se você está com devolução por avaria, o ganho costuma vir de 4 ajustes combinados:

1. dimensionamento correto da embalagem (sem folga excessiva)

2. fechamento/selagem consistente (hot melt ou solda com critério)

3. estrutura de filme orientada ao tipo de falha (rasgo, perfuração, abertura)

4. validação com testes rápidos antes de escalar lote

Contexto do cliente (anônimo)

  • Segmento: e-commerce de itens com quinas (ex.: eletrônicos/peças)
  • Volume: 10–20 mil envios/mês
  • Canal: transporte fracionado com bastante manuseio (*cross-docking*)

O problema

  • reclamações por avaria no produto e/ou embalagem rasgada
  • aumento de reenvios e custo de SAC
  • suspeita de violação em parte dos pacotes

A taxa de falhas variava por transportadora e por SKU, o que é comum: quina + atrito + queda mudam muito o resultado.

Diagnóstico (causas raiz típicas)

O erro mais comum é tentar resolver “na força” só com micragem. O diagnóstico do cliente encontrou uma combinação:

  1. dimensão do envelope com folga excessiva → dobra interna + ponto de rasgo
  2. selagem/fechamento inconsistente (variação no processo)
  3. estrutura do filme não otimizada para perfuração por quina
  4. ausência de opacidade/inviolabilidade em itens de maior risco

O plano aplicado (embalagem + processo)

1) Padronizar especificação do filme

  • definir família (PEBD/PEAD/blenda/coextrusado conforme necessidade)
  • faixa de micragem por grupo de produto
  • tolerâncias e critérios de aceitação

2) Ajustar dimensão e fechamento

  • reduzir folga (sem “esticar”)
  • aumentar área útil de selagem/hot melt (quando envelope)
  • criar padrão de inspeção amostral por lote

3) Rodar testes rápidos antes do lote cheio

  • drop test (quedas repetidas)
  • atrito/perfuração (quina + vibração)
  • checagem de selagem (peel/abertura)

Checklist detalhado: Como reduzir avarias no transporte (checklist).

Resultado (exemplo)

Em cenários similares, é comum ver:

  • redução material de avarias (ex.: 30–60%)
  • queda de reenvios/logística reversa
  • melhora em prazo de atendimento (menos chamados)

O ponto central: o ganho vem de processo + especificação, não de “colocar plástico a mais”.

Como aplicar no seu caso

Se você quiser replicar este roteiro, a gente começa por 3 perguntas:

  1. Qual o tipo de falha? (rasgo, perfuração, selagem abrindo, violação)
  2. Qual canal/logística? (sorter, esteira, transportadora, cross-docking)
  3. Quais SKUs concentram a dor? (peso/quina/fragilidade)

FAQ rápido

Esse case é promessa de resultado?

Não. Ele é um modelo plausível para orientar diagnóstico e teste. O resultado real depende de produto, canal logístico, rotina operacional e disciplina na validação.

Vale copiar a mesma especificação para todos os SKUs?

Quase nunca. O mais eficiente é agrupar SKUs por risco de avaria e definir faixas de estrutura, dimensão e fechamento por família.

Qual o primeiro passo para sair do campo da opinião?

Medir falha por SKU, rota, transportadora e tipo de avaria. Com isso, o teste deixa de ser genérico e vira decisão operacional.


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